Veja também Ânsia de Perplexidade em:
http://naiane-julie.blogspot.com.br/

quarta-feira, 30 de março de 2011

João de Barro



"O meu desafio é andar sozinho
Esperar no tempo os nossos destinos..."

"Traz nas asas um novo dia
Me ensina a caminhar..."

....

segunda-feira, 28 de março de 2011

I Can't Help Falling In Love With You


Não Posso Evitar Me Apaixonar Por Você

Homens sábios dizem que somente tolos se apressam
Mas eu não consigo evitar de me apaixonar por você
Devo ficar?
Seria um pecado?
Se eu não consigo evitar de me apaixonar por você

Como um rio que corre para o mar
Querida, isso segue
Como as coisas devem ser
Pegue minha mão, pegue minha vida toda também
Pois eu não consigo evitar de me apaixonar por você

Como um rio que corre para o mar
Querida, isso segue
Como as coisas devem ser
Pegue minha mão, pegue minha vida toda também
Pois eu não consigo evitar de me apaixonar por você
Pois eu não consigo evitar de me apaixonar por você

domingo, 27 de março de 2011

Além de nós



O amor às vezes arranha. Desce seco na garganta. Porque esperamos que ele seja o que nos garantiram os contos de fadas, os filmes, nossos próprios sonhos. Queremos sempre ser compreendidos. Mas precisamos primeiro nos compreender. Imaginava que o amor deveria ser perfeito, e que era a única coisa perfeita que podia existir em seres imperfeitos. Estava enganada. Não existe amor perfeito em seres imperfeitos. Existe esforço constante.
Acredito fielmente, desenfreadamente no amor. Mas eu quero vê- lo exatamente como é. Para depois não negá- lo, ou zombar de sua imensidão, quando não fui capaz de entender que o amor é frágil, que está sempre buscando aquilo que não pode ter.
"É tudo uma questão de convivência", "é tudo uma questão de confiança", "é loucura intangível e inexplicável", "é dor", "é fortaleza", "é fato".....
É tudo isso, eu concordo... Me diga o que é pra você, e eu vou dizer: Esta é sua forma de amar, quem poderia desmentir?
Mas depois de toda a casca, todo humano que existe camuflando a força sobre- humana que entra nos ossos, que entra no sangue, gostaria de ver com olhos especiais. Gostaria de enxergar a alma. Lá no fundo, eu sei que existe, quase morto, sufocado, maltrapilho, o amor de verdade, esse que só aparece quando estamos no limite, quando acabou todo o orgulho, quando se foi todo o instinto. Eu falo do amor além de nós.
Além de nós, mas dentro de nós...


Naiane Julie
Outono de 2011

quarta-feira, 23 de março de 2011

Do tamanho de


Quando diz que sou importante, acredito
imediatamente
Mas minha mente quer tangível, um número exato, uma métrica correspondente,
objeto, volume, dimensão

Você é tão importante, com uma importancia do tamanho
desse medo que eu sinto.
De não ter seus pensamentos, de não estar em todo momento,
De que tenha um livro, um filme, amigos
suplentes
que ocupem o espaço, que egoísta
quero todo e tão grande
quanto o espaço que ocupa
em mim.

Tão grande é quanto te quero,
assim como o brilho em dias de Sol
desses girassóis que plantou em meu jardim.
Quando você está, eles desabrocham
numa verdade gratuita,
Com a mesma cor e a mesma medida
do seu sorriso, que dura pra sempre.

Eu ouso escrever em verso
Mas o tamanho sempre é inverso
Se o outro lado for ainda maior.
Eu quero medir o tempo
saber o tamanho do amor.
E para onde as pontas cruzarem tecendo o infinito
Eu vou.


Naiane Julie
Outono de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

A cidade da brisa

        
           Era uma cidade do interior, onde o vento soprava rasteiro todas as tardes. Por isso, era conhecida como a cidade-da-brisa. E era a brisa mesmo que erguia de leve os cabelos soltos da pouca gente que passava pela estrada de terra principal. Às vezes, as pessoas vinham em busca de paz, outras vezes, de muita paz. Mas o amor não é sinônimo de paz.
           Ela veio vender seus artesanatos e ninguém perguntou seu passado. Ela ficou por muitos anos e nunca alguém fez perguntas escrutinadoras. Então ela não tinha passado, ela era somente o dia que não se repetiria, e isso parecia bom. Mas, nada é imutável, e um dia a cidade conheceu o maior vento que já havia passado por alí. Ele até derrubou uma árvore antiga que já meio torta, despencava sobre a praça do centro. Era Janeiro. O vento levou a poeira de muitos sapatos. Bagunçou alguns telhados, reduziu uns espaços, expandiu umas dúvidas.
           É assim que o amor é vida e vento, que sopra na cidade de nossa alma. É assim que o amor é fúria e ímpeto, e tem algo nostálgico e ruím nesta imensidão que ele expõe. Mas é assim que o amor é livre. E galga como o vento, arremessa os velhos pensamentos, enche a mente depois de esvaziar.
           

quarta-feira, 9 de março de 2011

Manifestando um propósito

    
          O lago cintilava à luz da Lua, enquanto isso, eles pensavam olhando para o ilimitado espaço de uma alma ora ansiosa, ora disposta. Aquele momento era uma amostra de como chegar o mais perto possível da farta alegria. Era como a alegria mostrava suas cores, o melhor modo dela fluir. E fluía dos poros da pele, do azul escuro do céu noturno, das mãos levemente encostadas, do aperto no peito pela hora próxima da partida. Corria na mente visões de uma próposito. Os planos não estavam claros. Mas o propósito brilhava mais que o dia que logo iria clarear. Era como a porta de um mundo novo logo à frente, mas a chave ainda estava sendo fundida à ferro e fogo, assim como a vida é.  À parte os fatos, havia diariamente o entusiasmo do propósito incrustado no peito, elevando a voz quando alguém perguntava (é bom falar de um propósito).
           O amor dizia isso: equilíbrio, respeito, união, compreensão, ternura, reciprocidade, criatividade, esforço. E isso ecoava dentro do címbalo no peito, e o atrito das palavras colidindo com o ar, manisfestando um propósito tanto intacto quanto indestrutível...
           Era a voz o melhor som, o rosto a melhor imagem, o cheiro o melhor aroma, a pele a melhor textura...
           Um propósito não muda, ele é preciso e sustentado com uma forte audácia.
          Melhor que viver é viver tendo um propósito. Melhor que ter um propósito é ter um propósito compartilhado.
            A mente cintilava com a luz do lago e da Lua, o coração batia compassado ao som de um propósito.

Naiane Julie
Verão de 2011