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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Propósito em (nossa) verdade

            

          Minha memória quer involuntariamente ter seu rosto, sua forma, nos momentos que gravar. Ela gravará a forma refletida no corpo. Despida quero tua alma - querer elevado demais para uma verdade que nunca deixará de ter imperfeições-.  Quero tua companhia neste  fazer, tomar, lutar em prol da vida, falando da pura existência, pura como esquecemos algumas vezes de vivê- la, e depois os sonhos em consequencia  (e não o contrário).
           Temos a opção de alguns atalhos, mudanças de planos, transformações. Sem dúvida, queremos que evolua, dentro de nossa verdade que conduz a um propósito há muito espaço para evoluções.
          O fascinante é que pensar em nosso propósito é como vivê- lo, antecipá- lo no coração, estar alerta, e ter um pouco de fantasia, a propulsão humana mais fiel à um caminho de felicidade.
           Não quero apenas estar com você o máximo possível, desejo que esteja presente em nós a capacidade de unificar nossa essência, essa que às vezes se desgasta pelas difluências da vida. O propósito contém a substância da renovação.
            Depois, existe esse sonho misterioso que me invade em algumas noites. Transformo-me numa manequim de loja, vestida de uma roupa qualquer, não posso me mexer, só ficar lá esperando que comprem a roupa que me veste e vou saber que continuarei lá intacta.
          Veja bem meu amor, se eu não me movimentar para a construção e realização de nossa verdade, serei meu pesadelo. O contrário ocorre agora. Isso faz-me sentir perto da paz do teu sono; quando você fecha os olhos e então eu sinto a vida girando em seus sonhos. Mais que a intensa sensação de paixão, eu passo pelos pensamentos pelo que se toca e depois, penetro ao crepúsculo de sua alma. O propósito também é navegar por esse mar na direção do Sol. Fico longe da costa quando sei teus segredos e então, descubro um propósito em nossa verdade.


Naiane Julie
Outono 2011

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Depois da chuva


A palavra Sopro costuma ter para mim a conotação de algo excessivamente bom. Como se fosse isso que a vida significasse, da agitação atmosférica à flauta ecoando de cima de uma montanha, de uma voz sussurrando baixinho no ouvido ao segundo que antecede o beijo, essa mistura de momentos de sopros, transforma a vida num único sopro.
Depois da chuva, os telhados sopram vida para o céu, e o mundo inteiro se transforma no musical que eu ouvi quando era criança. A chuva é sempre bem vinda.
No crepúsculo de fim de tarde o Sol sopra, contando uma última estória para o dia, se fechamos os olhos e ouvimos, percebemos que ela nunca se repete, que é sempre uma estória nova.
É assim quando te encontro, parado, esperando minha chegada. Nós sabemos, apesar de não ter sido compartilhado tal pensamento, que o que queremos é um momento de Sopro. E todos eles são quando estou com você. Se eu fechar os olhos- ainda agora posso fazê- lo e sentir o mesmo-, é como se uma brisa bagunçasse meu cabelo, é como sentir o hálito do mundo, falando algumas palavras baixinho, de repente a vida parece perfeita, eu não tenho frio, nem medo, nem angústia. A vida sopra no meu ouvido....