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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Depois da chuva


A palavra Sopro costuma ter para mim a conotação de algo excessivamente bom. Como se fosse isso que a vida significasse, da agitação atmosférica à flauta ecoando de cima de uma montanha, de uma voz sussurrando baixinho no ouvido ao segundo que antecede o beijo, essa mistura de momentos de sopros, transforma a vida num único sopro.
Depois da chuva, os telhados sopram vida para o céu, e o mundo inteiro se transforma no musical que eu ouvi quando era criança. A chuva é sempre bem vinda.
No crepúsculo de fim de tarde o Sol sopra, contando uma última estória para o dia, se fechamos os olhos e ouvimos, percebemos que ela nunca se repete, que é sempre uma estória nova.
É assim quando te encontro, parado, esperando minha chegada. Nós sabemos, apesar de não ter sido compartilhado tal pensamento, que o que queremos é um momento de Sopro. E todos eles são quando estou com você. Se eu fechar os olhos- ainda agora posso fazê- lo e sentir o mesmo-, é como se uma brisa bagunçasse meu cabelo, é como sentir o hálito do mundo, falando algumas palavras baixinho, de repente a vida parece perfeita, eu não tenho frio, nem medo, nem angústia. A vida sopra no meu ouvido....

2 comentários:

  1. Obrigada*
    Também vou seguir :'D

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  2. Tem razão, Naiane. Sopro é uma palavra muito gente boa. Semprei achei. Em criança eu não entendia o ar sombrio dos adultos quando comentavam que alguém tinha um sopro no coração. Devia ser motivo de alegria, não é?

    Por mim, que tudo sopre: brisas, ventos, bocas, ventiladores, apitos, trombones, trombas de elefantes, rios, mares, constelações... Sopro é movimento de afeto, força vital, energia divina. Quero ter um turbilhão de sopros no meu coração!

    Um abraço

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