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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Desconhecido


          Por um instante... um instante, assim mesmo, passageiro, insignificante em tempo como um instante é... olhei para os teus olhos de perto, mas não tão perto a ponto de perder os sentidos, e pensei: "quem é você?", "como viemos parar aqui?". E entao, nesse breve mas notório segundo, deixei a dúvida pairar em meus pensamentos, e fui sentindo-a intencionalmente, boa, memorável, percorrer nossa história que respondia entorpecida quem você é e o que estávamos fazendo sentados olhando um para o outro. Talvez você não tenha notado, tavez tenha concluído que era apenas um olhar, mas sem dúvida viu algo de sorrateiro, disfarçado num sorriso de canto de boca. Neste momento, me permiti ver o desconhecido, e eu pude ultrapassar as barreiras do tempo...congelando, eternizando o instante.
        E depois, todo esse pensamento se desfez como fumaça em meio ao emaranhado de respostas às perguntos que me permití experimentar num instante. A vida transformou-se de novo no presente (se ele existir), mas, melhor do que isso, transformou-se no presente livre de dúvidas ou  medo... 'o desconhecido' tornou-se o mundo inteiro....

 
Naiane Julie
Primavera de 2011